Eu teria muitas coisas bonitas para contar sobre este dia. A emoção do Lucas, a entrega da Fernanda, o envolvimento da família, a participação dos amigos, a energia incrível que esse evento teve. Mas decidi focar apenas em um pequeno recorte, tá? Pra vocês ficarem comigo até o fim do texto. 🙂
Fernanda e Lucas são um casal extremamente goodvibes. Isso foi a coisa que mais ouvi no processo das entrevistas. E toda essa positividade que eles carregam foi uma marca da cerimônia.
Costumo dizer que tenho o privilégio de acompanhar momentos muito felizes da vida das pessoas. A preparação para um casamento é um momento genuíno em que há, sempre, muita esperança no ar. É comum haver lágrimas, mas de emoção, e muitas gargalhadas também. No caso da Fernanda e do Lucas, me arrisco a dizer que essa energia positiva não era exclusiva daquele momento. Eles me disseram logo de cara: nós gostamos de viver. E e isso, de gostar de viver, não é coisa pequena. Não tem idade, nem cor, nem credo que garanta essa sabedoria.
Talvez por isso todos os presentes estavam tão orgulhosos de ver Fernanda e Lucas chegando ao altar. Era tudo consequência do que eles colocaram no mundo desde 2016.
Trecho da cerimônia:
“Os estudos da física anunciam: toda ação tem uma reação. A sabedoria popular diz: ‘colhemos o que plantamos’. As religiões, das mais variadas, avisam: ‘aqui se faz, aqui de paga’, ou ‘todos temos karma e darma’. Tudo no universo funciona com essa mecânica. Recebemos na medida em que nos doamos. Tudo no universo funciona com essa mecânica. Recebemos na medida em que nos doamos. Em uma linha do tempo, o futuro é sempre uma lei do retorno em relação ao presente, e o presente é uma lei do retorno em relação ao passado”.
No primeiro minuto deste video maravilhoso do Disraele (@disraelefilmes), você encontra mais um pouquinho de como esse assunto apareceu no texto:
Símbolos que fazem sentir
Eu não invento rituais. Digo assim, sem meias-palavras, para lembrar que, por aqui, cerimônias de casamento não são páginas em branco preenchidas aleatoriamente.
É verdade que certas histórias guardam símbolos fortes. Trazê-los para o altar serve de lembrete à mente, ao corpo e ao coração. E é justamente por isso que não são invenção, nem simples reprodução.
Nas entrevistas individuais, Fernanda e Lucas me contaram uma mesma história, praticamente com palavras idênticas.
Eles estavam em uma viagem na Chapada dos Veadeiros. Do nada, faltou energia. Os dois ficaram na rede da varanda, abraçados, sob a luz de uma infinidade de estrelas, e foram inundados por um sentimento tão bom que simplesmente souberam: eram a pessoa da vida um do outro.
Nas minhas pesquisas, descobri que a Chapada dos Veadeiros está assentada sobre uma imensa placa de quartzo rosa. A maior do mundo. Essa pedra é conhecida como a pedra do amor. Dizem os místicos que a energia contida no quartzo rosa abre os corações para a capacidade de amar e ser amado. Para um casal que acredita nessas coisas, nada poderia fazer mais sentido.
Por isso, eu levei essas pedrinhas mágicas para o altar, e as usamos para energizar/abençoar as alianças.
Para isso contei com os bons desejos de algumas pessoas especiais para Fernanda e Lucas.
Cada pessoa deixava ao redor das alianças uma pedrinha, representando os bons desejos para o casal, até se formar um círculo de proteção.
Primeiro, as mães deles dois.
Valba e Lena, ali representaram as raízes, a origem, a história da Fernanda e do Lucas.
Depois, os padrinhos e amigos Dárley & Patrícia e Thaís & Edilene (com suas filhinhas gêmeas maravilhosas), que os noivos apontaram como uma referência. Ali eles representaram o futuro, os sonhos e objetivos da Fernanda e do Lucas.
Por fim, os próprios noivos completaram o círculo, colocando eles próprios as duas últimas pedrinhas, depois de pensar um pouco em tudo o que ainda queriam construir.
Fernanda e Lucas trocaram alianças e depois receberam um presente. Um bordado com a cena da Chapada dos Veadeiros, para colocar na parede de casa, lembrando que o lema deles “VAI DAR CERTO”, usado em tantos momentos desafiadores, não precisava mais ser conjugado no futuro.