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Boba

Fiquei indignada ao ouvir aquilo.
Se estivéssemos em Sex and the City, ela disse, eu seria a personagem meiga, que faz de tudo pela família.
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Não sei porque, mas fiquei incomodada com as previsões da minha amiga. O ano era 2008, apenas o primeiro da faculdade. Como boa parte das meninas da minha geração, eu queria ser vista como alguém que ia ter uma trajetória de sucesso e realização profissional. E não a que ia casar, ter filho, jardim e cachorro.
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Até que virei adulta. Não casei ainda, e o jardim consiste apenas em samambaias na sala do apartamento. Mas assumi, finalmente, a cara de boba, como a da foto, e a teimosia de ser do tipo que insiste em acreditar no encontro. Na beleza dos amores corriqueiros. Na potência do afeto.
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Com o correr da vida, entendi que isso é força, não fraqueza. Assim como é o próprio amor.
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Todo dia assumo essa essência, ainda que ela me faça chorar vendo Relatos Selvagens enquanto todo mundo morre de rir. E adivinhem só: pessoal e profissionalmente, é justamente isso o que tem me levado além. 💜
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